A INDÚSTRIA DOS PEIXES
Peixes são seres sencientes: possuem memória, capacidade de aprendizado e comportamentos sociais complexos. Estudos demonstram que são capazes de reconhecer padrões, resolver problemas e até aprender truques. Assim como outros animais explorados pela indústria, os peixes sofrem abusos sistemáticos — a diferença é que não possuem cordas vocais para expressar sua dor.
Atualmente, cerca de metade dos peixes consumidos pelos seres humanos não é capturada na natureza, mas criada em sistemas de aquicultura. Esses animais vivem em tanques superlotados, onde o estresse constante, a alta densidade populacional e a água contaminada por fezes, resíduos químicos e medicamentos favorecem doenças e mortes em larga escala. Nessas condições, é comum ocorrer automutilação e agressões, como a perda de barbatanas e lesões nos olhos.
Os métodos de abate também envolvem sofrimento intenso. Quando retirados da água, os peixes morrem por asfixia, devido à falência das brânquias — um processo que pode levar até dez minutos. Na pesca de arrastão, ao serem puxados rapidamente das profundezas, muitos sofrem barotrauma, com olhos projetados para fora e órgãos internos deslocados pela descompressão.
Em outros métodos, os peixes são submetidos a banhos em água saturada com dióxido de carbono, o que provoca pânico e agitação. Mesmo após esse procedimento, muitos permanecem conscientes enquanto têm as guelras cortadas por lâminas afiadas.
A indústria do pescado frequentemente é percebida como menos violenta, mas a realidade revela um sistema que naturaliza o sofrimento de bilhões de vidas aquáticas todos os anos. Reconhecer essa realidade é um passo essencial para escolhas mais éticas e conscientes.
REDES SOCIAIS E INTELIGÊNCIA DOS PEIXES
Assim como outros animais, peixes são indivíduos, com personalidades, preferências e comportamentos próprios. Guias de mergulho ao redor do mundo relatam reconhecer e chamar peixes pelo nome, especialmente aqueles mais sociáveis, que se aproximam espontaneamente e demonstram prazer no contato — comportamento comparável ao de cães e gatos.
Apesar disso, bilhões de peixes morrem todos os anos em redes e anzóis. Muitos são capturados para consumo humano, enquanto outros são submetidos à dor e ao estresse apenas por esporte.
Pesquisas científicas reforçam que essa violência é direcionada a animais altamente complexos. Segundo Culum Brown, pesquisador da Macquarie University,:
“Peixes são mais inteligentes do que parecem. Sua memória e seus poderes cognitivos excedem os dos vertebrados superiores, incluindo os primatas.”
Muitas espécies aprendem a evitar predadores observando indivíduos mais experientes, demonstrando aprendizado social. De acordo com Jens Krause, da University of Leeds, algumas espécies vivem em sociedades hierárquicas complexas, enquanto outras formam núcleos familiares menores. Em todos os casos, essas agregações sociais funcionam como verdadeiros centros de troca de informação, essenciais para a sobrevivência.
Até mesmo tubarões demonstram inteligência avançada, curiosidade, capacidade de aprendizado por tentativa e erro e habilidade de manter redes sociais estáveis ao longo do tempo.
Além disso, peixes se comunicam ativamente por meio de sons de baixa frequência — como zumbidos, cliques, estalos e pulsações. Embora a maioria desses sons não seja perceptível ao ouvido humano sem equipamentos especiais, eles transmitem estados emocionais, como alerta, estresse ou excitação, e desempenham papel importante em interações sociais e no acasalamento.
Reconhecer a complexidade social, emocional e cognitiva dos peixes é fundamental para compreender que eles não são recursos, mas seres sencientes, capazes de sentir, aprender e se relacionar.
PESCA ESPORTIVA
Embora os números tenham diminuído em relação a décadas anteriores, mais de 33 milhões de pessoas ainda praticavam pesca esportiva em 2011, movimentando bilhões de dólares anualmente. De acordo com um estudo da Florida State University, pescadores esportivos são responsáveis por quase 25% da mortalidade de espécies marinhas classificadas como superpopuladas.
Animais aquáticos expostos a ambientes de pesca esportiva podem passar suas vidas sendo repetidamente feridos e traumatizados. Especialistas alertam que indivíduos capturados e devolvidos à água frequentemente sofrem consequências graves: tornam-se mais vulneráveis a predadores, perdem a capacidade de nadar adequadamente ou de proteger seus ninhos, e podem apresentar dificuldades reprodutivas.
O biólogo Ralph Manns destaca que muitas espécies de peixes são territoriais. Após serem capturados e soltos, alguns não conseguem retornar ao seu território de origem, ficando desorientados e condenados a vagar sem rumo — o que reduz drasticamente suas chances de sobrevivência.
Embora os peixes não expressem dor de maneiras facilmente reconhecíveis pelos seres humanos, evidências científicas confirmam que animais marinhos sentem dor. Pesquisas conduzidas por instituições como a University of Edinburgh e a University of Glasgow demonstram respostas neurológicas e comportamentais compatíveis com sofrimento físico.
Quando fisgados, os peixes lutam intensamente por medo e dor. Ao serem retirados da água, passam a sufocar, pois suas brânquias entram em colapso. Mudanças bruscas de pressão também podem causar ruptura da bexiga natatória, agravando o sofrimento e levando à morte mesmo após a soltura.
Os impactos da pesca esportiva não se limitam aos peixes. Linhas, anzóis e outros equipamentos são responsáveis pela morte de milhões de animais todos os anos, incluindo pelicanos, corvos-marinhos, anhingas, garças, águias, golfinhos e tartarugas. Um estudo britânico identificou que cerca de 3.000 cisnes por ano são encontrados diretamente fisgados ou enredados em equipamentos de pesca.
A pesca esportiva costuma ser apresentada como uma atividade inofensiva, mas a realidade evidencia um alto custo em sofrimento animal e danos ecológicos, muitas vezes invisibilizados.
PESCA COMERCIAL
O consumo de pescado movimenta bilhões de dólares anualmente. Apenas nos Estados Unidos, o consumidor médio ingere cerca de 16 quilos de peixe e frutos do mar por ano, alimentando uma cadeia industrial de grande escala.
A pesca comercial utiliza redes de arrasto gigantescas, muitas delas do tamanho de campos de futebol, que se estendem por quilômetros no oceano e capturam indiscriminadamente tudo o que encontram. Em uma única viagem, esses navios podem transportar dezenas de milhares de peixes, mantendo apenas as espécies consideradas mais rentáveis e descartando outras — como arraias, golfinhos e caranguejos — de volta ao mar, muitas vezes já mortos ou gravemente feridos.
Nos conveses, os peixes sangram ou morrem por asfixia, permanecendo conscientes e em sofrimento por longos períodos, que podem ultrapassar 24 horas. Milhões de toneladas de animais classificados como “fora do padrão” são deixadas para morrer a bordo ou lançadas novamente ao oceano, onde raramente sobrevivem.
As consequências ecológicas são profundas. Desde o início da pesca industrial, a população de grandes peixes predadores, como o peixe-espada, caiu cerca de 90%. No mesmo período, a população de atum do Pacífico foi reduzida em 96%.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, um estudo conduzido por 14 cientistas marinhos concluiu que, mantidas as taxas atuais de sobrepesca, todas as espécies comerciais de peixes podem entrar em colapso até 2048.
A pesca excessiva também representa uma grave ameaça aos tubarões, com estimativas indicando que mais de 100 milhões são mortos todos os anos. Um fotógrafo subaquático relatou que, ao trabalhar na costa norte de Nova Gales do Sul, observa que quase todo tubarão-cinzento apresenta anzóis presos à boca, evidenciando a extensão do impacto humano sobre essas espécies.
A pesca comercial é frequentemente apresentada como necessária e inevitável, mas seus métodos e consequências revelam um sistema que compromete o equilíbrio dos oceanos, a sobrevivência das espécies e o bem-estar de bilhões de animais aquáticos.
CRUELDADE
Milhões de tubarões são vítimas da prática conhecida como “finning”. Nesse processo, os animais são capturados, arrastados até o convés e têm suas barbatanas cortadas — geralmente destinadas à produção da sopa de barbatana de tubarão, considerada um item de luxo em alguns mercados.
Após a mutilação, os tubarões ainda vivos são lançados de volta ao oceano, incapazes de nadar ou se alimentar. Muitos afundam lentamente ou morrem por asfixia, choque ou ataque de outros predadores, em um processo de sofrimento prolongado.
Essa prática exemplifica como a lógica do lucro transforma animais sencientes em partes descartáveis, ignorando completamente sua capacidade de sentir dor e o papel essencial que os tubarões desempenham no equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
COMER PEIXES É PERIGOSO PARA SUA SAÚDE
Assim como a carne de outros animais, a carne de peixes contém altas concentrações de proteína, gordura e colesterol. Além disso, animais marinhos — incluindo peixes, mariscos e caranguejos — tendem a acumular contaminantes ambientais ao longo da vida, muitos deles associados a riscos à saúde humana.
Entre essas substâncias estão os bifenilos policlorados (PCBs), compostos químicos persistentes classificados como potencialmente cancerígenos, que se acumulam nos tecidos gordurosos dos animais aquáticos e aumentam de concentração à medida que sobem na cadeia alimentar.
Um estudo sobre vias navegáveis de água doce nos Estados Unidos concluiu que um em cada quatro peixes apresentava níveis de mercúrio acima dos limites considerados seguros por órgãos governamentais. O mercúrio é um metal pesado tóxico, associado a danos neurológicos e outros efeitos adversos à saúde.
Análises de dados da Food and Drug Administration (FDA) também identificaram níveis elevados de mercúrio em diferentes tipos de atum, um dos peixes mais consumidos no mundo.
Esses dados reforçam que o consumo de peixes não está isento de riscos e que a exposição contínua a contaminantes ambientais por meio da alimentação pode representar prejuízos à saúde a médio e longo prazo.
VOCÊ PODE AJUDAR OS ANIMAIS!
Antes de apoiar organizações que se apresentam como defensoras da “vida selvagem” ou da “conservação da natureza”, é fundamental avaliar sua posição em relação à pesca. A proteção dos ecossistemas aquáticos não pode coexistir com práticas que causam sofrimento, ferimentos e morte a animais marinhos sencientes.
A pesca — seja comercial ou recreativa — submete peixes e outros animais aquáticos a dor, estresse extremo e impactos ambientais severos. Questionar essas práticas é um passo essencial para uma defesa coerente e ética dos animais e dos oceanos.
O que você pode fazer na sua comunidade
Informe-se e questione iniciativas locais que permitam ou incentivem a pesca em áreas naturais.
Afixe placas de “Proibido Pescar” em locais onde a pesca cause danos à fauna e ao ambiente.
Organize-se com amigos e vizinhos que compartilhem do respeito pelos animais para criar grupos comunitários de conscientização e proteção.
Divulgue informação e incentive alternativas de lazer e alimentação que não envolvam exploração animal.
Pequenas ações locais geram impactos reais. Proteger os animais começa com escolhas conscientes e atitudes firmes, todos os dias.
CAMPANHA MUNDIAL PELO FIM DA PESCA
Grupos de diversos países têm se unido para conscientizar a sociedade sobre a proteção das espécies marinhas, promovendo o Dia Mundial pelo Fim da Pesca, uma iniciativa organizada a partir de um website francês e articulada internacionalmente.
A mobilização reúne participantes de países como Austrália, Suíça, Itália, África do Sul, Tunísia, Estados Unidos e, naturalmente, Brasil, entre muitos outros. Trata-se de um esforço coletivo para ampliar o debate público sobre os impactos éticos, ambientais e sociais da pesca.
Uma das reflexões centrais propostas pelo site organizador aborda a questão do debate democrático:
Pergunta:
É democrático querer impor as ideias de algumas pessoas vegetarianas a todo mundo?
Resposta:
Argumentos a favor da abolição da pesca devem ter espaço para ser apresentados e debatidos por seus próprios méritos. Seria democrático impedir que um debate sobre a legitimidade da pesca aconteça?
Essa abordagem reforça que a iniciativa não busca silenciar opiniões, mas garantir que o tema seja discutido de forma aberta, informada e responsável.
Para saber mais, visite:
Dia Mundial pelo Fim da Pesca (DMFP)
LEI DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS MARINHOS
O Brasil possui legislação específica que proíbe a pesca e qualquer forma de molestamento de cetáceos — grupo que inclui baleias, golfinhos, orcas, toninhas e botos — nas águas jurisdicionais brasileiras.
Lei nº 7.643, de 18 de dezembro de 1987
Dispõe sobre a proibição da pesca de cetáceos nas águas brasileiras e dá outras providências.
Art. 1º Fica proibida a pesca, ou qualquer forma de molestamento intencional, de toda espécie de cetáceo nas águas jurisdicionais brasileiras.
Art. 2º A infração ao disposto nesta lei será punida com pena de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, além de multa de 50 (cinquenta) a 100 (cem) Obrigações do Tesouro Nacional – OTN, com perda da embarcação em favor da União, em caso de reincidência.
Essa lei representa um marco importante na proteção da fauna marinha no país, reconhecendo a necessidade de preservar espécies altamente inteligentes e vulneráveis à exploração humana.
ALTERNATIVAS ALIMENTARES
Alimentação vegetal: saúde, ética e consciência
Peixes não representam uma alternativa saudável à carne, mas sim mais uma espécie animal explorada intensamente pelo ser humano. Proteger a natureza implica respeitar os animais em seus habitats naturais — rios, mares e oceanos — e reconhecer que eles não são recursos, mas vidas que merecem existir em paz.
Uma alimentação baseada em vegetais é nutricionalmente adequada quando bem planejada. Grãos, legumes, verduras, nozes e sementes fornecem todos os aminoácidos essenciais necessários ao organismo. Já os ácidos graxos ômega-3, associados à saúde cardiovascular, podem ser obtidos de fontes vegetais como sementes de linhaça, óleo de canola, nozes e abacate.
Da mesma forma, os nutrientes essenciais não são exclusivos de produtos de origem animal. Eles podem ser encontrados no reino vegetal — seja de forma direta, seja por meio de alimentos fortificados — permitindo refeições completas, saborosas e alinhadas a escolhas éticas.
Você não precisa consumir um animal para se alimentar bem. Experimente essa mudança e descubra que é possível unir sabor, saúde e consciência tranquila ao adotar o veganismo.
ATENÇÃO!
- Animais destinados ao abate passam dias sem acesso a comida ou água durante o transporte até os matadouros.
- Não existe exploração ou morte sem sofrimento, independentemente das condições alegadas de “bom tratamento”.
BACALHAU DA NORUEGA - ALIMENTO MAIS TÓXICO DO MUNDO
Peixes criados em cativeiros industriais estão associados a altos níveis de contaminação ambiental e ao uso intensivo de produtos químicos. Um dos casos mais discutidos internacionalmente é o da piscicultura na Noruega, especialmente na produção de salmão, tema investigado no documentário Filet Oh! Fish, do diretor Nicolas Daniel.
A piscicultura é hoje o segundo maior setor econômico da Noruega, ficando atrás apenas da indústria do petróleo. O acesso de jornalistas às fazendas de criação é extremamente restrito, o que dificulta a fiscalização independente e a transparência do setor.
Relatos apresentados no documentário mostram que funcionários utilizam equipamentos de proteção, incluindo máscaras especiais, para aplicar pesticidas químicos com efeitos neurotóxicos diretamente nos tanques, com o objetivo de controlar parasitas e doenças comuns em ambientes superlotados.
Esses sistemas utilizam grandes volumes de produtos químicos, tanto na alimentação quanto na manutenção dos viveiros. Em uma única instalação, podem ser mantidos até dois milhões de peixes simultaneamente. Há também registros de altos índices de deformações genéticas, como problemas na formação da boca, atribuídos à seleção artificial, consanguinidade e condições de estresse extremo.
utro impacto grave é ambiental. Sob os viveiros, foram identificadas camadas de sedimentos com até 15 metros de altura, compostas por restos de ração, fezes, antibióticos e resíduos químicos. Esses depósitos afetam profundamente os ecossistemas marinhos, contribuindo para a poluição dos oceanos, a redução da biodiversidade e a degradação do fundo marinho.
Essas evidências levantam questionamentos sérios sobre a sustentabilidade, a segurança alimentar e a ética da piscicultura intensiva, reforçando a necessidade de repensar modelos de produção e consumo que causam danos extensivos aos animais, ao meio ambiente e à saúde humana.
Texto traduzido e adaptado do documentário Filet Oh! Fish, de Nicolas Daniel
VENENO NA RAÇÃO
Na piscicultura intensiva, o uso de medicamentos e substâncias químicas é parte estrutural do sistema. Em ambientes superlotados, peixes são expostos a antiparasitários e fármacos de uso veterinário, como ivermectina e diflubenzurol, além de outros compostos utilizados para controlar infecções e infestações recorrentes nesses viveiros.
Também são frequentemente detectados contaminantes ambientais persistentes, como dioxinas, mercúrio e bifenilos policlorados (PCBs), que se acumulam nos tecidos dos animais ao longo da cadeia alimentar. Para fins comerciais, conservantes como polifosfatos podem ser adicionados após o abate para aumentar a retenção de água nos tecidos, elevando artificialmente o peso do produto final.
As rações utilizadas na criação de peixes incluem uma mistura de ingredientes e resíduos industriais, podendo conter dioxinas, pesticidas organoclorados (como dieldrina, aldrina e toxafeno) e antioxidantes sintéticos, como a etoxiquina. A base dessas rações costuma ser farinha e óleo produzidos a partir de peixes gordos, como enguias e outras espécies consideradas impróprias para consumo humano direto.
Em escala global, estima-se que mais de 100 bilhões de peixes criados em cativeiro sejam mortos todos os anos para consumo humano. Em países como o Reino Unido, o número de salmões e trutas abatidos supera o total combinado de suínos, ovinos, bovinos e perus.
Os números são impressionantes, mas as práticas de manejo também chamam atenção. Um procedimento comum na indústria é privar os peixes de alimento por períodos que variam de uma semana a até dez dias antes do abate, com o objetivo de “limpar” o trato digestivo — um processo que provoca estresse intenso e sofrimento prolongado.
Esses dados reforçam os questionamentos sobre a segurança alimentar, o impacto ambiental e a ética da piscicultura industrial, além de evidenciarem a necessidade de modelos alimentares que não dependam da exploração massiva de vidas aquáticas.
QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA
A situação não é mais segura nos viveiros ao ar livre instalados em ambientes naturais. Em muitas regiões, é possível observar a olho nu alterações na coloração da água, resultado da superlotação de animais e do acúmulo de resíduos orgânicos.
A esses impactos somam-se resíduos domésticos, pesticidas provenientes da agricultura, a proliferação de algas verdes e o crescimento de bactérias que consomem grandes quantidades de oxigênio, agravando a degradação da água e aumentando a concentração de substâncias tóxicas. Esse conjunto de fatores compromete os ecossistemas aquáticos e reduz drasticamente a qualidade da água.
Trata-se de uma questão de saúde pública. A contaminação de rios, lagos e áreas costeiras afeta comunidades humanas que dependem dessas águas para abastecimento, lazer e subsistência. Ainda assim, esses riscos frequentemente não são comunicados de forma transparente, enquanto pessoas adoecem em decorrência da exposição contínua à água contaminada.
Reconhecer os impactos da aquicultura intensiva e da poluição associada é essencial para proteger a saúde das populações, os ecossistemas aquáticos e o interesse público.
FONTES
- PETA
- Vegan Outreach
- Filet Oh! Fish, Nicolas Daniel, Upside Distribution, Upside Television
- Planalto Brasileiro