Associação Brasileira de Veganismo

Já tomou a sua B12 hoje?

VITAMINA B12 E VEGANISMO

A vitamina B12 é o único nutriente que não está disponível de forma confiável em alimentos vegetais. Por isso, veganos devem suplementá-la.

Isso não torna o veganismo “antinatural”. A humanidade também evoluiu convivendo com práticas hoje inaceitáveis — como escravidão, violência institucionalizada, desigualdade extrema e destruição ambiental — e nem por isso elas devem continuar existindo.

Evoluir é corrigir o rumo.

Produzir alimentos à base da exploração, confinamento, privação, sofrimento extremo e morte de animais sencientes não é compatível com uma sociedade ética, saudável ou consciente. Aceitar esse sistema — e ainda consumir seus produtos diariamente — não faz bem nem aos animais, nem ao planeta, nem à nossa saúde física e psicológica.

Uma alimentação vegetal bem planejada, com suplementação de B12, é um passo concreto para um futuro mais justo, saudável e compassivo.

ONDE CONSEGUIR A B12?

Pessoas veganas podem obter vitamina B12 de forma simples e segura por meio de suplementação adequada. As principais fontes são:

  • Alimentos fortificados, como leites vegetais, cereais, sucos e produtos vegetais industrializados;
  • Multivitamínicos contendo entre 25 e 100 µg de B12, de uso diário;
  • Suplementos específicos de B12, geralmente na dosagem de 1000 µg, utilizados conforme orientação (ex.: algumas vezes por semana);
  • Injeções de B12, indicadas apenas em casos específicos de má absorção, como anemia megaloblástica ou perniciosa, sempre sob prescrição médica.

A vitamina B12 utilizada em suplementos é produzida a partir de microrganismos (bactérias). Recomenda-se optar por produtos com cápsulas de origem vegetal, sem gelatina animal.

Suplementos de B12 estão amplamente disponíveis em farmácias, lojas especializadas e plataformas online, não sendo necessária prescrição médica na maioria dos casos.

SINTOMAS DA FALTA DE B12

A vitamina B12 é essencial para a saúde do sistema nervoso e para a formação adequada das células do sangue. Sua deficiência pode causar neuropatia, uma condição que se desenvolve de forma lenta e progressiva, podendo levar anos para ser percebida.

Em geral, o organismo pode levar 5 a 10 anos sem ingestão adequada antes do surgimento dos primeiros sinais, que incluem:

  • Formigamento e dormência em mãos e pés
  • Fadiga intensa
  • Tontura
  • Alterações de humor (irritabilidade, nervosismo, depressão)
  • Confusão mental e dificuldade de concentração
  • Alterações na marcha (andar cambaleante)
  • Visão turva
  • Distúrbios digestivos
  • Neutropenia (redução das células de defesa do sangue)

Sem diagnóstico e tratamento, a deficiência pode evoluir para quadros graves, como:

  • Alterações neuromusculares (rigidez, reflexos exagerados)
  • Dificuldade de locomoção
  • Inflamação da língua (língua avermelhada e dolorida)
  • Perda visual ou auditiva
  • Comprometimento cognitivo e demência

A deficiência de B12 é prevenível e tratável. A avaliação médica e a suplementação adequada são fundamentais para evitar danos neurológicos permanentes.

BREVE HISTÓRICO

A deficiência de vitamina B12 foi identificada cientificamente no final da década de 1940. Antes disso, pessoas que adotavam dietas livres de produtos de origem animal podiam desenvolver fadiga crônica e danos neurológicos, devido à falta de conhecimento sobre esse nutriente essencial.

Um dos primeiros estudos sobre o tema, realizado na Inglaterra em 1955, identificou casos de veganos com deficiência de B12 apresentando comprometimento neurológico e demência.

Atualmente, esse cenário é totalmente diferente. Há amplo conhecimento científico, suplementos seguros e alimentos veganos fortificados amplamente disponíveis, tornando a deficiência de B12 facilmente prevenível.

Informação correta garante saúde — e permite que o foco esteja onde realmente importa: a ação consciente em favor dos animais.

DADOS:

“O uso indiscriminado de vitaminas como medicamento por pessoas leigas que acreditam serem “elementos milagrosos e energéticas” é uma preocupação constante dos profissionais de saúde atualmente,

uma vez que trata-se de moléculas altamente especializadas e sua ação tóxica pode trazer a lesões graves para o sistema biológico se não forem administradas com perícia e precaução.”

Fundamentos de Bioquímica, Ricardo Vieira

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